TMHB - Terapia de Modulação Hormonal Bioidêntica.
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Climatério versus Menopausa

O climatério se refere a todo um período da vida da mulher. A menopausa é um evento: a data da última menstruação. Porém, consagrados popularmente como sinônimos, o climatério e a menopausa, na verdade, se referem a uma fase natural da vida pela qual a mulher passará e que sempre foi representada pelo final do ciclo reprodutivo.

No climatério, os hormônios produzidos pelos ovários (estrogênios e progesterona) são  progressivamente diminuídos. Durante  este período, a diminuição dos hormônios do ovário faz com que os ciclos menstruais se tornem irregulares, até cessarem completamente. O climatério, portanto, é o período entre as fases reprodutiva e não-reprodutiva. Nessa fase de transição, ocorrem alterações importantes com o corpo e com a mente. A menopausa é um evento que acontece durante o climatério. O período da vida depois da menopausa, é chamado de pós-menopausa.

Diferenças entre os termos utilizados para a menopausa
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), recomenda-se a seguinte definição dos termos:
  • Menopausa: evento de parada permanente da menstruação (data da última menstruação);  só é reconhecida  retrospectivamente após um ano de amenorréia, quando não há outra causa patológica ou psicológica associada;
  • Peri-menopausa:  período em que surgem as irregularidades menstruais e queixas vasomotoras que antecedem a menopausa e vão até o primeiro ano seguinte a ela;
  • Transição menopáusica: é o termo relacionado ao que, na prática, equivale à peri-menopausa;
  • Pré-menopausa: é o período total reprodutivo, anterior à menopausa;
  • Pós-menopausa:  corresponde ao período após o evento da menopausa  - independente de a menopausa ter sido natural ou induzida - e se prolonga até uma idade avançada.

Terapia de reposição com hormônios sintéticos não-bioidênticos
Uma das decisões mais complexas enfrentadas pelas mulheres é o uso ou não da terapia de reposição hormonal  com hormônios sintéticos não-bioidênticos.  Uma vez prescrita,  a terapia  de reposição  hormonal visa aliviar os sintomas vasomotores e  também atua como uma estratégia para prevenir várias doenças que  se  aceleram após a menopausa, incluindo a osteoporose e doenças cardiovasculares. Mais de 30% das mulheres após a menopausa nos Estados Unidos usam atualmente a terapia de reposição hormonal.

Um grande debate a respeito  da terapia  de reposição  hormonal foi realizado através do estudo Women´s Health Initiate  (WHI),  fazendo com que suscitassem pesquisas no campo da terapia hormonal tradicional e abrisse mais espaço para estudos sobre tratamentos alternativos para alívio dos sintomas do climatério, como a modulação com hormônios bioidênticos. A pesquisa que avaliou mais de 27.000 mulheres menopausadas durante 5,2 anos mostrou um aumento significativo do risco de câncer de mama, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e tromboembolismo venoso. De outra parte, mostrou que ocorreu
diminuição do risco de fraturas do quadril e de câncer colorretal. Tal estudo  foi interrompido precocemente devido a uma relação risco-benefício desfavorável para terapia de reposição com hormônios sintéticos não-bioidênticos.

Após a publicação do estudo WHI, muitos médicos passaram a reconsiderar o uso da  terapia de reposição com hormônios  sintéticos  não-bioidênticos  no  alívio dos sintomas vasomotores (ondas de calor, sudorese, fogachos). O número de prescrições nos EUA diminuiu de 91 milhões em 2001, para 57 milhões em 2003.
Um estudo realizado com ginecologistas no estado de São Paulo e publicado na revista Maturitas  em 2007 mostrou  que a prescrição da terapia com hormônios não-bioidênticos  decresceu em 25,2% e que,  aproximadamente,  46% dos ginecologistas começaram a prescrever alternativas  para os sintomas do
climatério, como a modulação hormonal com hormônios bioidênticos.

Por que realizar a modulação com progesterona bioidêntica
Um dos fundamentos da terapia de reposição hormonal tinha como base o fato de que a  mulher  padece  dos problemas do climatério e da menopausa  devido à deficiência de estrogênio. E como esse déficit hormonal responde pelas ondas de calor, secura vaginal, suores noturnos, insônia, depressão, fadiga, envelhecimento da pele, problemas urinários, perda de massa óssea, mudanças súbitas de humor e ganho de peso, entre muitas outras manifestações clínicas aparentes ou ocultas, acreditou-se que a reposição estrogênica seria  a solução para combater tais sintomas. Esta hipótese, que descarta por completo o déficit de progesterona na menopausa,  somente nas últimas décadas  ficou  comprovado  que a maioria das mulheres não necessita tanto de reposição de estrogênio, quanto de progesterona para manter o  estrogênio em equilíbrio  evitando,  dessa maneira,  a síndrome da predominância estrogênica e, assim, garantindo uma boa qualidade de vida  sem os desconfortos típicos da menopausa.

A necessidade de reposição da progesterona em relação ao estrogênio é explicada por dois fatores:
1-  A mulher produz estrogênio ao longo de sua vida, até mesmo na menopausa
ou quando tem os ovários removidos;

2-   A progesterona só é produzida quando a mulher ovula.  Por isso, na
menopausa, a progesterona é reduzida praticamente a zero, gerando forte
desequilíbrio hormonal.

Síndrome da predominância estrogênica e xenoestrógenos
A síndrome da predominância estrogênica ocorre quando há  um desequilíbrio entre o estrogênio e progesterona a partir dos 40 anos de idade, e que é agravado por fatores externos como a terapia de reposição hormonal com hormônios sintéticos não-bioidênticos e os xenoestrógenos.  Alguns sinais da síndrome da predominância estrogênica são:
  • Depressão;
  • Ansiedade e insônia;
  • Agitação e irritabilidade;
  • Secura nos olhos;
  • Fadiga;
  • Dores de cabeça;
  • Confusão mental;
  • Aumento da gordura abdominal, do quadril e das coxas;
  • Perda de memória.

Os xenoestrógenos são substâncias que apresentam estrutura molecular semelhante aos estrógenos e, portanto, se encaixam nos receptores estrogênicos. Os  xenoestrógenos são em  geral, subprodutos da indústria petroquímica e farmacêutica.

Indicações e benefícios da modulação com progesterona bioidêntica
Como a progesterona equilibra e modula a ação de todos os hormônios esteróides e previne os problemas associados ao excesso de estrogênio, seu déficit ou desequilíbrio contribui para a síndrome da predominância estrogênica, tanto em mulheres jovens, como nas maduras na pré e pós-menopausa. Outro fator que contribui para a predominância estrogênica é o cortisol que,  por ter estrutura semelhante  à progesterona,  compete pelos mesmos receptores nas células.  O cortisol prejudica, então, os efeitos da progesterona no organismo.

Sem a oposição da progesterona, o estrógeno diminui a libido, promove aumento de peso, predisposição para o  câncer, fibromas, derrames cerebrais e infartos. Todos  esses efeitos colaterais indesejáveis do estrógeno são neutralizados  pela progesterona. A  restauração dos níveis apropriados de progesterona é conhecida como restauração do equilíbrio hormonal.

Dessa  forma então, a  modulação hormonal com progesterona bioidêntica  é indicada para tratar os sintomas  da síndrome de predominância estrogênica na idade fértil, no climatério, na menopausa e na pós-menopausa. É de enorme valor no tratamento  da síndrome pré-menstrual (SPM),  da baixa de libido, da fibrose mamária, da endometriose,  da hiperplasia cervical e dos cistos ovarianos, da osteoporose e pode ser um recurso estratégico no tratamento da infertilidade.

A progesterona tem as seguintes propriedades biológicas:
  • Protege contra o câncer de mama, e de útero;
  • Protege contra a mama fibrocística;
  • Restaura a libido normal;
  • Auxilia o organismo a normalizar as taxas de açúcar;
  • Auxilia no tratamento da osteoporose; 
  • É relaxante e antidepressivo natural; 
  • Protege contra a ansiedade e a irritabilidade;
  • Facilita a ação dos hormônios tireoidianos;
  • Auxilia na perda de peso, devido ao maior uso da gordura na produção de energia;
  • Alivia os sinais e sintomas da síndrome pré-menstrual.

Possíveis riscos da modulação com progesterona bioidêntica
A progesterona bioidêntica  -  por ser um hormônio com estrutura idêntica ao sintetizado pelo organismo e quando ministrada na dose necessária para restabelecer o equilíbrio hormonal - é considerada segura.

O falso estigma de que a progesterona pode causar efeitos deletérios ao organismo baseia-se na associação equivocada entre os termos progestágeno (progestinas), que é sintético não bioidêntico, e a progesterona que é bioidêntica. Porém, não há estudos científicos que comprovem que a
progesterona bioidêntica não seja segura quando ministrada na dose necessária ao organismo.

Os defensores do uso de hormônios bioidênticos consideram que a progestina difere de maneira significativa da progesterona bioidêntica, tanto em relação à estrutura molecular quanto às funções. As formulações bioidênticas com progesterona são mais eficazes e seguras do que as formulações que contêm
progestinas.

A modulação hormonal com progesterona bioidêntica não produz efeitos colaterais. Porém, nas primeiras semanas de uso da progesterona bioidêntica, algumas mulheres podem sentir um exarcebamento temporário dos sintomas da predominância estrogênica, tais como mamas  sensíveis, dores de cabeça ou depressão. Isto é raro, e geralmente não passa do primeiro mês.  Esse evento provavelmente acontece porque a progesterona sensibiliza  os receptores de estrogênio fazendo com que o estrogênio fique mais ativo.

Conclusão
Uma revisão publicada no periódico  Postgraduate Medicine  teve como objetivo avaliar a segurança dos hormônios bioidênticos em comparação com os hormônios sintéticos não-bioidênticos tradicionalmente utilizados na terapia de reposição hormonal. De acordo com os resultados, a progesterona bioidêntica foi associada a uma diminuição do risco de câncer de mama comparado com um aumento do risco de câncer associado às progestinas sintéticas. As progestinas foram associadas a uma variedade de efeitos negativos cardiovasculares, que podem ser evitados com a progesterona bioidêntica. Portanto, a partir dos dados fisiológicos e clínicos deste e de outros estudos fica demonstrado que os hormônios bioidênticos estão
associados com uma redução dos riscos de se desenvolver câncer de mama e doenças cardiovasculares e são mais eficazes que os hormônios sintéticos não-bioidênticos. Até que evidências provem o contrário, os hormônios bioidênticos, como a progesterona, permanecem o método preferido das terapias de modulação
hormonal. Os pacientes tratados com a progesterona bioidêntica reportaram grande satisfação em comparação àqueles que utilizaram as progestinas sintéticas.

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